ONU: lixo espacial é ameaça para comunicações na Terra

06/07/2013 12:48
As conexões telefônicas internacionais, os sinais de televisão e alguns serviços de internet dependem necessariamente do uso de satélites, que, devido à enorme quantidade de lixo espacial que orbita ao redor da Terra, se encontraram ameaçados.
                                                         
                                
 
Especialistas das Nações Unidas (ONU) e da Nasa já fizeram diversos alertas sobre o crescente perigo em torno do lixo espacial, inclusive para a vida dos astronautas da Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês).
 
"O lixo espacial é um perigo para todos nossos sistemas de funcionamento por satélite", explicou à agência EFE a diretora do Escritório das Nações Unidas para o Espaço Exterior, a astrofísica Mazlan Othman.
 
De acordo com Mazlan, "tudo que sobe ao espaço no final se transforma em lixo, o que gera um grande problema, ainda mais com as colisões de satélites que costumam deixar muito lixo no espaço".
 
 
Carcaça de foguetes, satélites abandonados e, inclusive, lixo procedente de mísseis orbitam ao redor da Terra em grande velocidade, a cerca de sete quilômetros por segundo, o que também ameaça o futuro da exploração espacial.
 
No total, há 500 mil resíduos espaciais de diversos tamanhos no espaço, embora somente 20 mil sejam considerados os mais perigosos, ou seja, com pelo menos 10 cm. "Se a humanidade deixasse de enviar artefatos ao espaço, o problema continuaria aumentando, já que as peças continuam se chocando e se multiplicando", lamentou Mazlan.
 
Uma só colisão entre dois satélites ou grandes pedaços de carcaças podem gerar milhares de pequenas peças, cada uma delas capaz de destruir outros artefatos espaciais.
 
Até o momento não existe nenhuma tecnologia capaz de limpar o espaço desta ameaça, enquanto a única coisa que pode ser feita neste aspecto é fazer com que os lançamentos espaciais sejam mais limpos.
 
"O que podemos fazer é encorajar todos os países a tomarem medidas para minimizar a emissão de lixo espacial, já que, às vezes, não é possível evitá-la, mas sim minimizá-la", disse a especialista.
 
 
Em 2007, a China destruiu com um míssil seu satélite climatológico Fengyun 1C, o que gerou uma nuvem de milhares de fragmentos perigosos, sendo que um deles colidiu com um satélite russo no início deste ano.
 
Em maio, o nanossatélite Pegaso, o primeiro fabricado no Equador e que foi lançado em abril, se chocou com um fragmento de um foguete soviético de 1985 e, desde então, não teve seu sinal recuperado.
 
Fontes ligadas à ONU, que pediram para se manterem em anonimato, dizem que uma solução para este crescente problema deve ser alcançada com urgência, dado que potências emergentes, como China e Índia, têm ambiciosos projetos espaciais, um fato que poderia multiplicar a quantidade de lixo em órbita e suas consequências.
 
Segundo as previsões da Agência Espacial Europeia, o lixo espacial triplicará nos próximos 20 anos.
 
Segundo a astrofísica, "a tecnologia citada ainda não foi desenvolvida e poderia ser muito cara. "Não sabemos ainda como vamos eliminar este lixo e nem onde poderíamos armazená-los caso eles descessem à Terra", completou.
 
Fonte: Terra
 
ADM: 'Algumas pessoas fazem sua parte claro, mas não é o suficiente, agimos como se tivessemos opções de lugar pra viver, como se quando 'acabar' aqui fossemos para o planeta vizinho, agimos ( ser-humano ) como se fossemos donos de tudo, temos necessidades claro, mas estamos indo além, muito além de necessidade, uma evolução magnífica, pra acabar nisso, estamos simplesmente nos matando, cavando nossa própria cova'